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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Tyrannidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Fluvicolinae
 Swainson, 1832
Espécie: A. tricolor

Nome Científico

Alectrurus tricolor
(Vieillot, 1816)

Nome em Inglês

Cock-tailed Tyrant


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Vulnerável

Fotos Sons

Galito

O galito é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.

Sendo em grande parte restrito a pastagens nativas não modificadas, sazonalmente úmidas e secas, e endêmico do bioma Cerrado da América do Sul central, o Galito é agora considerado globalmente ameaçado devido à destruição contínua do habitat em grande parte de sua ampla área de distribuição. Embora esta ave seja encontrada principalmente no sul do Brasil, também existem populações no norte e leste da Bolívia e no leste do Paraguai, e pelo menos anteriormente o Galito era conhecido no extremo nordeste da Argentina, mas não houve registros no país desde o final dos anos 1970. A espécie é fortemente dependente da rede de áreas protegidas, e o Galito permanece localmente comum em alguns parques e reservas nacionais. Este é um pássaro impressionante, com o macho sendo principalmente preto na parte superior, realçado por uma garupa cinza e manchas brancas nos ombros, rosto e partes inferiores; a cauda também é preta com amplas retrizes centrais, mais longas e orientadas perpendicularmente às demais. A fêmea tem plumagem marrom substituindo a preta e esbranquiçada abaixo, e tem cauda curta e não modificada. A reprodução começa no início da estação chuvosa, em Setembro-Outubro, mas alguns detalhes relativos à biologia de nidificação da espécie só recentemente foram elucidados.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) alektör = como o galo doméstico; e oura = cauda; e do (latim) tricolor = com três cores. ⇒ rabo-de-galo de três cores.

Características

Com 12 cm, o macho na plumagem reprodutiva até 19 cm. O macho tem rosto branco ou esbranquiçado; principalmente preto na parte superior, com cinza na garupa (penas pretas com franjas marrons na plumagem fresca), ombros e manchas brancas nas secundárias; cauda extraordinariamente, esguia, rígidas retrizes centrais torcidas em 90 graus foto de modo que as palhetas na posição vertical, permanecendo retrizes comprimidas lateralmente contra as centrais, principalmente desgastadas perto da ponta. Principalmente branco embaixo, mancha preta em cada lado do peito formando colar parcial; íris marrom escuro; bico principalmente amarelado, alguma coloração escura no culmen, mandíbula inferior geralmente mais pálida; pernas cinza. A femêa é manchado de marrom na parte superior, asas marrom-escuras, cauda marrom-escura, curta e de formato normal; garganta branca, parte inferior esbranquiçada, muitas vezes tingida de amarelo-claro, alguns marrons nas laterais do peito formando um colar parcial. O macho imaturo se assemelha à fêmea.

Alimentação

As gramíneas nativas existentes lhe fornecem proteção e alimento, tais como artrópodes, suas principais presas. Em seu comportamento de forrageamento típico, pousa no alto do capim e, ao perceber a presa, atira-se em voo à sua captura, voltando próximo ao poleiro de origem.

Reprodução

No período reprodutivo, o macho faz um voo de exibição, após localizada a fêmea, realiza fortes batidas de asas de modo muito lento, com a cauda eriçada, quase que alcançando a cabeça. Esse é um meio do galito macho impressionar a fêmea. O macho que mais chamar a atenção da fêmea, poderá acasalar-se com ela. Tece seu ninho de capim seco no solo, ocultando-o em meio às gramíneas altas.

Hábitos

É normalmente encontrado em campos abertos e paludícolas (Sick 1997) do Cerrado. A espécie não se adapta em áreas perturbadas, ficando basicamente restrita às fisionomias de campos nativos do Cerrado (Tubelis e Cavalcanti 2000).

Há perda do habitat em função, principalmente, de práticas agrícolas e extrativismo (BirdLife International 2000), entre estas a cultura do arroz (Willis 1995).

Distribuição Geográfica

A distribuição de A. tricolor abrange principalmente áreas de Cerrado do Brasil Central no Distrito Federal e nos Estados do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e provavelmente Rio Grande do Sul (Birdlife 2004, Ministério do Meio Ambiente 2005). Em São Paulo só havia sido registrado em campo cerrado de Itirapina mas surgiu um novo registro no Município de Mendonça no oeste paulista. Ocorre também nos países vizinhos da Bolívia, Paraguai e Argentina.

Referências

Galeria de Fotos